sábado, 1 de setembro de 2012

"São as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades. " - Alvo Dumbledore

Às vezes me sinto tão fraco capaz de acreditar que coisa alguma dará certo, sou um ser humano comum, com defeitos, qualidades, que faz escolhas e paga pelas escolhas que faz, é como aquela velha máxima newtoniana, por assim dizer, "toda ação tem uma reação, igual ou contrária", é lógico que isso não é o mesmo que referir-se ao talião "olho por olho, dente por dente", seria ridículo pensar na lei de newton baseada pura e simplesmente no que chamamos de "pagar com a mesma moeda", como fala a própria lei, a reação pode ser igual, ou contrária.

Lançar uma palavra, por exemplo, nada fará com que ela retorne para a sua boca, uma vez dita, ou maldita, talvez somente outra palavra seja capaz de fazer com que ela se perca no inverno que nos deixa, dia após dia, ou não. Uma palavra é puro poder, capaz de construir e destruir impérios, criar e destruir confianças, medos, anseios, paixões. Reconheço o poder que a palavra tem, mas, como um human being, por mais que eu reconheça o poder que algo tem, sempre é capaz de errar ao utilizá-lo.

Sei lá! Talvez após 21 anos eu ainda não tenha aprendido o verdadeiro sentido do que chamamos de "felicidade", talvez ela exista quando souber utilizar essas palavras de modo a não cometer erros, deixando, assim, minha "humanidade" de lado, não no sentido pleno da palavra, mas no sentido de me elevar a um grau maior, tipo um Deus, sabe? Coisa que acredito que absolutamente ninguém tenha feito, o fato é que temos momentos felizes, não acredito que se possa viver a plena felicidade divina, aquela vivenciada pelos habitantes por trás das brumas, aquela que Morgana Le Fay obteve por algum tempo enquanto habitava Avalon, ou talvez nem ela, por sentir plena falta de seu irmãozinho, Arthur... Talvez nem ela!

A felicidade está dentro de nós, e mesmo estando, às vezes é difícil encontrá-la, talvez devemos afastar as brumas que temos dentro de nós mesmos para que cada qual encontre sua Avalon interior, o que é difícil e exige um certo grau de evolução, não que não possamos ser felizes nunca, claro que podemos ser felizes! Podemos viver grandes e edificantes momentos felizes, mas, infelizmente, não à todo momento, há sempre uma lágrima que traga as brumas de volta ao seu lugar, pelo menos até que finalmente encontremos um modo de afastá-las de vez.

Pergunto-me se isso demorará muito, não que ser humano seja algo doloroso, não é, é delicioso, acredito que a felicidade plena seria tão perturbante quanto a liberdade plena que o homem provavelmente teve somente em seu estado natural, como diria Rousseau, e após tanto tempo de "evolução" (?) seria perturbante retornar ao estado natural, ou até sentir a felicidade plena, acredito que meu corpo não aguentaria tamanha felicidade, desintegraria, como uma bomba atômica, como o nada, que existe e ao mesmo tempo não existe.

Ser feliz é encontrar-se dentro de si mesmo, árdua tarefa!

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