Uma vez, há alguns anos, comecei a escrever um livro chamado “Uma tarde de outono”, no qual eu contava as trajetórias de um adolescente que buscava o verdadeiro amor incessantemente para que este pudesse aquecer seu inverno, livrá-lo das brumas e o fizesse encontrar sua Avalon interna.
Pois bem, nunca houve um final para este livro, nunca encontrei sentimentos reais que me fizessem terminá-lo, que me fizessem enfim tornar este final, real... Hoje me vejo apto a escrever o seu final, retratar que Avalon não é eterna, que as brumas retornam, que o inverno é cíclico, e nem por isso o toque de Ágape, o amor incondicional, desaparece.
É como entender “é imortal, não morre no final”, as brumas voltam, o inverno se apresenta com a queda das folhas, mas os sentimentos, as vontades, as esperanças ainda são as mesmas, ou talvez não sejam... Talvez com a queda das folhas, com a saída de Avalon tudo se modifique, talvez se perca entre as brumas e nunca mais se encontre, talvez se encontre a Excalibur e se dê a oportunidade de olhar para Avalon por uma última vez, talvez o caminho que está sendo percorrido faça com que se encontre Avalon novamente, faça com que a pessoa que o fez abrir as brumas retorne e as mudanças, o silêncio que foram realizados entre as brumas façam com que ambos, juntos, retornem à cidade pagã...
No mundo físico, somente a morte é eterna, o resto... Que não é resto, mas, tudo... Tem possibilidades...
Esse será o final do meu livro, esse será o toque de realidade final dado a um livro que expressa em todas as suas páginas as histórias de alguém que foi tocado por Ágape somente em suas últimas páginas.... De alguém que nunca havia vivido um amor tão incondicional, forte, vivo...
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