Achei que seriados desse tipo haviam ficado na memória quando terminei Angel no ano passado. Tentei curtir a porcaria de True Blood e me desencantei com a droga que o seriado é, perdendo total confiança em seriados com esse tema vampirístico. Charmed sempre foi e sempre será o meu xodó! Merlin em segundo lugar com a sua mega produção britânica, The Secret Circle veio só pra adoçar o cafezinho por que durou somente uma temporada com episódios cada vez mais mal estruturados. Deparo-me agora curtindo outro seriado, que eu sempre olhava - devido à péssima experiência em True Blood - com má vontade para assisti-lo, porém, talvez por estar há algum tempo, desde o final de TSC, no mês de maio, sem assistir a nenhum seriado e, sendo o lançamento da quinta temporada de Merlin programado para o final de setembro desse ano, ando meio carente de bons seriados americanos com seus 22 episódios por temporada - pois Merlin tem apenas 13, já assisti, ano passado, lançamento do canal estadunidense Starz o seriado Camelot, muito ruim, também não durou nem 1 temporada direito. Os seriados estadunidenses com essa temática mais...divertida - ao meu ver - estão muito fracos, até que, hoje finalmente tomo coragem para assistir The Vampire Diaries e retiro todo e qualquer preconceito que havia tido após o insuportável TB. Tô curtindo! De verdade!quinta-feira, 6 de setembro de 2012
The Vampire Diaries
Achei que seriados desse tipo haviam ficado na memória quando terminei Angel no ano passado. Tentei curtir a porcaria de True Blood e me desencantei com a droga que o seriado é, perdendo total confiança em seriados com esse tema vampirístico. Charmed sempre foi e sempre será o meu xodó! Merlin em segundo lugar com a sua mega produção britânica, The Secret Circle veio só pra adoçar o cafezinho por que durou somente uma temporada com episódios cada vez mais mal estruturados. Deparo-me agora curtindo outro seriado, que eu sempre olhava - devido à péssima experiência em True Blood - com má vontade para assisti-lo, porém, talvez por estar há algum tempo, desde o final de TSC, no mês de maio, sem assistir a nenhum seriado e, sendo o lançamento da quinta temporada de Merlin programado para o final de setembro desse ano, ando meio carente de bons seriados americanos com seus 22 episódios por temporada - pois Merlin tem apenas 13, já assisti, ano passado, lançamento do canal estadunidense Starz o seriado Camelot, muito ruim, também não durou nem 1 temporada direito. Os seriados estadunidenses com essa temática mais...divertida - ao meu ver - estão muito fracos, até que, hoje finalmente tomo coragem para assistir The Vampire Diaries e retiro todo e qualquer preconceito que havia tido após o insuportável TB. Tô curtindo! De verdade!domingo, 2 de setembro de 2012
Pensamentos.

Eu já não tenho nem mais a liberdade de pensar sem que alguém me julgue
antes mesmo de tentar me explicar, as pessoas tem o péssimo ato de não esperarem
o término de uma reflexão para começarem a crítica, acredito que as pessoas
deveriam se comportar igual a língua alemã, a qual obriga que seus ouvintes
esperem o final das frases, por necessidade de compreensão, para que então
possam abrir as bocas. sei lá! Não tem coisa pior no mundo do que ser mal
interpretado, prefiro, portanto, ao formalizar uma reflexão, deixá-la o mais
claro possível, acredito que quanto mais adulto se é, mais há a necessidade de
se explicar como se estivesse conversando com uma criança, explicando nos
mínimos detalhes, só que a criança, ouve, o adulto sempre tenta ser melhor que
o outro, é a realidade da vida, queiram vocês ou não o mundo é uma eterna luta
de egos e eu não estou nem um pouco afim de explicar o porquê, que se foda. Eu entendo
o porquê disso e isso já me basta, por enquanto.
"Cada qual acredita que o que tem a dizer é muito mais importante do que qualquer coisa que o outro tenha a contribuir" -A.D.
sábado, 1 de setembro de 2012
"São as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades. " - Alvo Dumbledore
Às vezes me sinto tão fraco capaz de acreditar que coisa alguma dará certo, sou um ser humano comum, com defeitos, qualidades, que faz escolhas e paga pelas escolhas que faz, é como aquela velha máxima newtoniana, por assim dizer, "toda ação tem uma reação, igual ou contrária", é lógico que isso não é o mesmo que referir-se ao talião "olho por olho, dente por dente", seria ridículo pensar na lei de newton baseada pura e simplesmente no que chamamos de "pagar com a mesma moeda", como fala a própria lei, a reação pode ser igual, ou contrária.
Lançar uma palavra, por exemplo, nada fará com que ela retorne para a sua boca, uma vez dita, ou maldita, talvez somente outra palavra seja capaz de fazer com que ela se perca no inverno que nos deixa, dia após dia, ou não. Uma palavra é puro poder, capaz de construir e destruir impérios, criar e destruir confianças, medos, anseios, paixões. Reconheço o poder que a palavra tem, mas, como um human being, por mais que eu reconheça o poder que algo tem, sempre é capaz de errar ao utilizá-lo.
Sei lá! Talvez após 21 anos eu ainda não tenha aprendido o verdadeiro sentido do que chamamos de "felicidade", talvez ela exista quando souber utilizar essas palavras de modo a não cometer erros, deixando, assim, minha "humanidade" de lado, não no sentido pleno da palavra, mas no sentido de me elevar a um grau maior, tipo um Deus, sabe? Coisa que acredito que absolutamente ninguém tenha feito, o fato é que temos momentos felizes, não acredito que se possa viver a plena felicidade divina, aquela vivenciada pelos habitantes por trás das brumas, aquela que Morgana Le Fay obteve por algum tempo enquanto habitava Avalon, ou talvez nem ela, por sentir plena falta de seu irmãozinho, Arthur... Talvez nem ela!
A felicidade está dentro de nós, e mesmo estando, às vezes é difícil encontrá-la, talvez devemos afastar as brumas que temos dentro de nós mesmos para que cada qual encontre sua Avalon interior, o que é difícil e exige um certo grau de evolução, não que não possamos ser felizes nunca, claro que podemos ser felizes! Podemos viver grandes e edificantes momentos felizes, mas, infelizmente, não à todo momento, há sempre uma lágrima que traga as brumas de volta ao seu lugar, pelo menos até que finalmente encontremos um modo de afastá-las de vez.
Pergunto-me se isso demorará muito, não que ser humano seja algo doloroso, não é, é delicioso, acredito que a felicidade plena seria tão perturbante quanto a liberdade plena que o homem provavelmente teve somente em seu estado natural, como diria Rousseau, e após tanto tempo de "evolução" (?) seria perturbante retornar ao estado natural, ou até sentir a felicidade plena, acredito que meu corpo não aguentaria tamanha felicidade, desintegraria, como uma bomba atômica, como o nada, que existe e ao mesmo tempo não existe.
Ser feliz é encontrar-se dentro de si mesmo, árdua tarefa!
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Nothing on but the radio
Às vezes me pego pensando no "nada", sim, no "nada". Nos dias de hoje a polarização da sociedade parece quase que um efeito instantâneo, se você não é uma coisa, é outra e vice versa, são raras as pessoas que conheço que são capazes de pensar no que eu posso chamar de "nada", "in the middle", sinto-me às vezes esquizofrênico em pensar que em tudo eu consiga achar pró e contras, acho que esse é um processo comum e que faz bem a todas as pessoas, afinal, refutar a própria ideia, torná-la o mais possível próxima do tipo ideal weberiano, não do modo ideal como pensamos de apropriado, belo, perfeito, ideal no sentido próprio mesmo, puro, ouro sem zinco, sabe?
Não sei, muitas vezes é essa a resposta que eu dou a muitas das situações, não por que de fato não saiba, mas por que é tão difícil tomar partido e ser a favor ou contra quando a discussão cabe a um campo muito maior do que uma pilha polarizada em positivo ou negativo, tento no máximo do meu ser pensar, pensar, discutir com quem sabe, por que tem gente que não consegue partir para a discussão sadia e solta os cavalos, por favor, desses eu quero distância. Estou em uma universidade, quero aproveitá-la ao máximo, não quero estar lá para ser a favor ou contra, somente, quero fazer ciência, quero pensar, quero fazer após muita discussão, muitas visões diferentes, não estou a fim de fechar os olhos e enxergar somente o meu lado, o seu lado me interessa, e muito, vamos ver onde chegamos, não há motivos para polarização instantânea quando o mundo precisa de discussão, precisa de conversa, precisa de pensamento, plano, ciência.
Por isso que ultimamente tenho me desligado de discussões polêmicas e ligado o rádio, pelo menos com ele eu consigo pensar, refletir, antes de tomar qualquer decisão, ou escrever qualquer texto, não que eu sozinho seja autossuficiente, não sou, mas prefiro tentar ser, o máximo possível, pensador sem a necessidade de me armar para a guerra, que é o que anda parecendo estar em uma sala de aula onde muitos parecem colocar a capa de gestor de políticas públicas e ainda estão em faze de aprendizado, eu estou aprendendo, e você?
Segure seus cavalos, ligue o rádio, pense, ouça, reflita, refute, o país tem muito a ganhar, não acha?
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Profissional x Pessoal.
Difícil aquele que consegue separar trabalho e vida pessoal, acredito que a maioria das pessoas faça uma escolha, pois, neste exato momento, creio ser humanamente impossível manter uma boa vida profissional e uma boa vida pessoal, ao mesmo tempo.
Entrei para a Universidade de São Paulo, no ano passado, e desde então minha vida pessoal tem ficado em segundo plano à vida profissional, é claro que há suas exceções, meu namoro, por exemplo, tem ido de "vento em popa" e sido cada vez uma experiência melhor, a cada dia se renovando e transformando esses dias nas 24h cada vez mais felizes, sendo portanto, um alívio em meio a tanta turbulência que tem tornado esses dias mais difíceis, e não somente um alívio, como você (amor), sabe.
Detalhes à parte, escrevo este texto como um modo de desabafar tudo o que tem ocorrido comigo nesses últimos meses.
Como destaquei, logo no início do texto, acredito ser humanamente impossível criar uma sólida carreira profissional e ainda ter uma boa vida pessoal, rica de amigos, festas e coisas que tais. Principalmente quando você vive o exercício da sua "profissão", tá, eu ainda não exerço profissão nenhuma, estou me graduando, digo vida profissional no sentido de construção da mesma, estou construindo a minha, eu vivo a minha vida acadêmica, posso ser criticado, após a publicação desse texto, por inúmeros amigos dizendo que é sim possível a separação entre as duas coisas e a plena harmonia, preconceitos a parte - posso estar sendo preconceituoso comigo mesmo neste texto, mas, whatever - digo referente a mim, que isso não está sendo possível. Uma coisa é você estudar algo dentro da sala de uma universidade, sair dela e deixar tudo lá e outra é você estudar, sair da sala e trazer aquilo aqui para fora e simplesmente não suportar discursos patéticos de pessoas que só conseguem enxergar o seu próprio umbigo, não que eu seja o dono da verdade, estou longe de sê-lo, mas muitas das coisas que eu tenho tentado fazer é lutar pela minha causa - que é a causa de muitos - e tentar fazer as pessoas enxergarem o macro, não o micro que as circunda, porém, sou tratado muitas vezes como esquizofrênico, autoritário... Não sou nada disso, posso ser considerado esquizofrênico no sentido de que difiro da sociedade que me circunda, difiro de pensamentos, ideias, assim como todos diferem uns dos outros e que meu discurso possa incomodar, ao invés de trazer algum insight sobre determinado assunto, e é essa a minha intenção, despertar o pensamento crítico naquele que não é capaz de enxergar o que está além das suas fronteiras de conforto, o grande problema é que nós vivemos em uma sociedade que tem preguiça de pensar e que entrega esse exercício de crítica a outras pessoas, as quais transmitem-nas informações que elas julgam ser importantes, dificultando assim, a interpretação de alguém que se cuida para que não tenha informações jogadas dentro da cabeça, sem qualquer filtro, e reproduzidas no cotidiano repletas de preconceito sobre coisas que elas nem sabem do que se tratam. Não que eu conheça tudo, saiba tudo, não. Ninguém sabe, ninguém conhece, mas, o exercício da crítica e da auto-lapidação, processo que eu chamo de eterno aprendizado, o "fazer ciência", no sentido de confrontar suas próprias ideias e tê-las cada vez mais lapidadas, ou seja, aprimoradas, torna-se essencial para que você consiga VIVER a cidadania.
Como viram, eu vivo aquilo que faço e não somente reproduzo, como a grande maioria das pessoas fazem, eu gosto de fazer o que faço e acho que isso irrita muito as pessoas de modo que eu sempre que posso, discordo das pessoas para fazê-las refletir mais sobre aquilo, não gosto quando as pessoas dizem que se calam quando não conhecem determinado assunto, eu não me calo, eu pergunto, aprendo, julgo, e ensino, pois, se não há ninguém para dizer que algo está errado, aquilo consolidar-se-á daquela maneira e acabará nos "achismos", o bombardeio de discordância, crítica e afins servem para o exercício da crítica, para a lapidação do conhecimento, caso contrário, tudo tenderá ao achismo e às certezas - ou incertezas - pré-conceituosas que esses achismos produzem - ou reproduzem. O que mais me irrita nas pessoas é o tamanho julgamento que elas fazem encima de mim por eu tomar essa atitude crítica e de desconstrução, julgando-me negativamente, ou de modo a me diminuir por eu tentar fazê-las refletir sobre algo que, sim, elas podem estar corretas, mas que há a necessidade da busca de uma sustentação maior daquilo que é pressuposto.
Eu sou extremamente chato com aqueles que interferem na minha vida acadêmica, acredito que trabalhos em grupo sejam um dos fatores que me façam perder mais amigos, uma vez que eu odeio pessoas que me julgam sabendo que o que eu estou fazendo é para que elas reflitam sobre determinadas atitudes, sei lá, acho que eu acabei nascendo na sociedade errada, ou estou fazendo tudo errado, sabe-se lá o que é considerado certo ou errado nesse mundo onde vivemos, em um país onde Veja e Globo tem voz, alguém que luta pela eterna crítica está fadado a entrar realmente para a esquizofrenia, e lá vou eu para a exclusão social que essa minha postura traz, mas, nada disso significa que eu esteja fazendo a coisa errada, ou não.
Como disse, o aprendizado é eterno...
Helton Hissao Noguti.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
O preconceito está na cabeça de quem vê?
Acredito que uma das piores experiências acadêmicas que tive até hoje foi ouvir que o preconceito está na cabeça de quem vê, quer dizer, racismo é crime, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante igual dignidade a todos, a Constituição reitera, movimentos sociais são calados por pré-conceitos e sua inserção no meio social se torna um tormento por essas pessoas que dizem que "preconceito está na cabeça de quem vê".
É muito mais fácil você se prender às suas convicções sem saber o que um gay, um negro, um índio ou sei lá o que passam diariamente. Uma visão preconceituosa de tamanha grosseria que torna esse país menos inclusivo. O preconceito não está esboçado somente em palavras ou em violência física, o preconceito está em olhares, risos, em uma sociedade que não inclui, em alguém que não quer enxergá-lo por que é mais fácil dizer que preconceito é questão de opinião. Ora essa, opinião? Digo que não é questão de opinião.
É claro, sua carga valorativa influencia e MUITO nas suas ações, mas dizer que o preconceito é questão de opinião e que quanto mais se conhece do assunto mais "banalizada" a coisa fica chega a ser patético.
Seria mais fácil então tratar tudo com achismos e deixar a norma, o conhecimento, de lado, afinal, a intenção de se conhecer sobre determinado assunto é tocar na ferida, coisa que muitos têm preguiça de fazer, o que de fato, não é meu caso.
Tratar dos assuntos partindo do seu conforto quando eles vão além dele é fácil, difícil é se inserir entre eles e sentir o que eles sentem.
Fico abismado com tamanha ignorância intelectual de algumas pessoas que tratam as coisas apenas com seu ponto de vista, sem buscarem na norma, sem partirem da ciência de desvinculação de padrões pré-estabelecidos e enxergar o que de fato ocorre e não o que é mascarado midiáticamente, quando não se conhece sobre o assunto, o legal é se calar, melhor o silêncio do que palavras que soam como tiros, literalmente tiros.
Consciência não se come, não se bebe, cria-se, aprende-se, VIVE-SE.
That's the way it is! :)
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Direitos iguais, com os mesmos nomes - Helton Hissao Noguti.
Direitos iguais, com os mesmos
nomes.
Helton
Hissao Noguti.
Gestão
de Políticas Públicas.
Escola
de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo.
As
políticas de reconhecimento brasileiras estão longe do ideal, afinal, o
reconhecimento dos grupos sociais como portadores de direitos específicos não é
um exercício praticado diariamente, um exemplo de que essa disparidade ocorre
mesmo sem que percebamos é simplificado no conceito apresentado por Arivaldo Santos
de Souza, o racismo institucional.
O
racismo institucional refere-se
às políticas institucionais que, mesmo sem o suporte da teoria racista de
intenção, produzem consequências desiguais para os membros das diferentes
categorias raciais (Rex, 1987, p. 185). Para isso, há um sistema o qual é
abastecido de certa forma por uma dada estrutura[1],
sendo esse sistema e essa estrutura compostas por pessoas, indivíduos com
cargas valorativas diferentes, tem-se a macro-noção de que as teias e cadeias
de interdependência são compostas por grupos de interesses que dependem um dos
outros, um partido social, uma ONG, um grupo social.
A Constituição garante, logo em seu
artigo 5º a igualdade entre todas as pessoas, mas a questão a ser resolvida é
se o estabelecimento da igualdade como um direito garantido permite que as
noções pré-adquiridas para a manutenção do status
quo modifiquem-se no seu embrião para enfim garantir a igualdade descrita
na Constituição Brasileira, uma vez que a carga valorativa muitas vezes entrega
nas mãos de alguns cidadãos a decisão de grandes feitos, como o caso descrito
no artigo de Santos de Souza:
“Imaginemos que
a expulsão de uma comunidade quilombola de terras ocupadas, por hipótese, há
mais de cem anos possa ser empreendida, conforme o ordenamento jurídico
(sistema), por uma organização policial (estrutura). A polícia, que é composta
por pessoas de várias origens étnico-raciais (a prática de racismo
institucional independe de quem opera a estrutura), estaria restaurando a
integridade do sistema. Embora a decisão judicial – que
nesse caso hipotético autorizou a retomada da propriedade por terceiros − esteja
em conformidade com os ditames do veículo do sistema (a estrutura legal), o
resultado será racista, um caso de racismo institucional.”
O juiz, tomador da decisão, cuja
carga valorativa entra com máxima na mesma estabelece a expulsão da comunidade
quilombola, e mesmo sem que haja intenção racial, acaba por ser uma decisão de
cunho racista, levantando por fim a negação de igualdade entre os cidadãos.
Isso tudo é legitimado dentro da própria estrutura que alimenta o sistema que
por fim faz a manutenção do status quo excluindo
os grupos minoritários – de direitos – da paridade participativa, para fins de
não por em risco o mesmo.
Tem-se a necessidade de pensar
políticas públicas de paridade participativa com mais frequência, uma vez que
as pessoas são diferentes e também diferem de cargas valorativas e se organizam
em grupos os quais reivindicam muito e muito pouco lhes é garantido, há a
necessidade da formação do gestor de políticas públicas engajado nas políticas
culturais, grupos sociais, os quais são marginalizados e excluídos de uma
sociedade de direitos que não lhes garantem viver a democracia como de fato ela
é, sendo afastados por uma maioria que não quer garantia de direitos
específicos pois de fato não é interesse do sistema mudar seu modo de agir, há
a necessidade de modificar a estrutura, no seu âmago, para que então o sistema
finalmente comece a reconhecer esses grupos como portadores de direitos iguais
e com os mesmos nomes, como por exemplo, casamento civil entre homossexuais e
não união homoafetiva, afinal, constitucionalmente somos todos iguais.
Bibliografia:
FRASER, N. Reconhecimento sem ética. Lua Nova, São Paulo, 70, p. 101-138.
SOUZA, A. Racismo
Institucional: Para compreender o conceito. Revista
da ABPN, v. 1, n. 3 – nov. 2010 – fev. 2011, p. 77-87.
ELIAS, N. Introdução à sociologia. Editora 70, 1999.
[1] Quando falamos
em sistema, temos em mente todo o complexo americano de instituições básicas,
valores, crenças etc. Já quando falamos em estruturas, queremos dizer
instituições específicas (partidos políticos, grupos de interesse, burocracias)
que existem para fazer que o sistema funcione. Obviamente, o primeiro é mais
amplo do que o segundo. Nessa perspectiva, o segundo supõe a legitimidade do
primeiro. Nossa visão é que, dada a ilegitimidade do sistema, nós não podemos
conduzir transformações
no sistema sem alterar as estruturas existentes (Idem,
ibidem, p. 41-42).
Assinar:
Postagens (Atom)
